Santa Gemma Galgani, vida e oração

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Santa Gemma Galgani é a protetora do grupo Rainha dos jovens, fundado pela Virgem de Itapiranga. Foi Nossa Senhora quem disse a Edson que ela seria a protetora dos jovens, que participariam dos grupos de oração, que seriam fundados em vários lugares.

Santa Gemma viveu uma vida de entrega a Jesus como sacrifício vivo, uma verdadeira oferta de amor. E ela se ofereceu, espontaneamente, para sofrer pelos pecadores. Posteriormente, apareceram em seu corpo chagas abertas, das quais o sangue brotava constantemente. Muitas vezes, o sofrimento lhe era pesado demais. Nesses momentos, pedia que Jesus lhe aliviasse as dores.

Quando descobriu a vocação religiosa, tentou diversas vezes entrar para o convento das monjas passionistas. Mas, por motivos diversos, não conseguiu realizar seu desejo. Gemma não foi passionista de hábito, mas sim de paixão, de amor e de missão. Logo após sua morte, alguém colocou em seu peito o "emblema passionista". Gesto simples, porém acertado. Desejava ardentemente entrar para o mosteiro das monjas passionistas, mas pela saúde precária, não foi aceita. Em seguida, escreveria: " As passionistas não me querem acolher...e eu estarei com elas depois da minha morte...".

Ela era menina inteligentíssima e aplicada aos estudos. No colégio onde estudava, ganhou uma medalha de prata; no ano seguinte, foi contemplada com uma medalha de ouro. Possuía rosto oval, emoldurado por cabelos castanhos,olhos azuis " que externam uma constante expressão de doçura", olhar límpido e expressão penetrante. Por isso, um grupo de jovens intalianos a escolheu como "a santa mais linda entre as santas".

Diante das dificuldades existenciais, encontrou um sentido pascal a fé, a força e a coragem para que lhe dessem um sentido à vida e a fizessem continuar a viver com amor. Deixou-se modelar por Jesus crucificado. Nele, encontrou o "remédio" para viver o sofrimento e solucionar as dificuldades. Por isso, o papa Paulo VI definiu-a como "a santa do mistério pascal", ou seja, uma mulher que soube ler, na Sexta-feira Santa, o domingo da ressurreição, a Pácoa.

Mistério pascal não é colocar a Páscoa depois da morte como se estivessem separadas ou aparecendo uma após a outra, sucessivamente, nem entender a morte como algo superado pela Páscoa. Em outras palavras, a Páscoa não é a superação da morte; a Páscoa não deixa a morte "para trás", como algo superado; porém é a revelação, a manifestação da morte. Páscoa é descobrir a vida que está no interior da morte. Assim como a vida está na semente. Mas, para que a vida brote, a semente deve morrer.

É isso que Gemma viveu: descobriu na plenitude da morte a plenitude da vida. Esse é o dom mais precioso que alguém pode dar ao seu semelhante. Quando alguém é capaz de dar a vida por seus semelhantes, é sinal de que vive plenamente. Assim, o saber ler tudo isso na morte de Jesus é descobrir a vida pascal. O Crucificado, com efeito, é o Ressuscitado.

Ela se apaixou por Deus e deixou-se seduzir por ele. Tornou-se uma mística tão humana que atrai mulheres e homens, jovens e adultos a uma vida de recolhimento.

"O cristão do terceiro milênio ou será místico ou não será cristão", escreve Karl Rahner. Ou seja, é uma pessoa que vive uma profunda experiência do Deus vivo, pois se deixa arrastar pelo ímpeto do seu amor. Deixa-se "seduzir", segundo Jeremias (cf. Jr20,7), ou "conquistar por Jesus Cristo", de acordo com o apóstolo Paulo, e"esquecendo o que fica para trás, lança-se em perseguição do que fica para frente, corre para a meta" (cf. Fl3,7-14). Nessa corrida, "não pretende jamais se gloriar a não ser na cruz de Cristo Jesus" (cf. Gl 6,14). É o caminho traçado por Gemma.

SOFRER ENSINA A AMAR

A seguir, está um relato de Gemma, que foi retirado da Autobiografia:

Dois sentimentos e dois pensamentos ocupavam meu espírito desde que Jesus se me manifestara pela primeira vez...O primeiro era amá-lo até o sacrifício. O segundo era um desejo ardente de sofrer alguma coisa por Jesus, que tanto tinha sofrido por mim, pelo que comecei por me prover de uma grossa corda que fui buscar em um poço. Fiz-lhe vários nós e coloquei-a na cintura...O que mais me fazia sofrer era não poder amar Jesus quanto eu queria. Procurava nunca o ofender, mas minha inclinação para o mal era tão forte, que sem a sua graça cairia facilmente no pecado...Um dia, ao fazer minha oração da tarde, vi pela segunda vez Jesus Crucificado, que me disse:

-Filha, olha e aprende como se ama! - E mostrando-me suas chagas: - Vês quanto te amei? Aprende a sofrer. O sofrer ensina a amar. 

 

CURADA POR UM MILAGRE

 

Gemma começou cedo a ficar doente. Ela desenvolveu uma curvatura na espinha. Uma meningite também deixou-a temporariamente surda. Grandes abscessos se formaram em sua cabeça, seus cabelos caíram e finalmente ela teve paralisia nos membros. Um médico foi chamado e tentou vários remédios, mas nada adiantou. Ela estava apenas piorando.

 

Gemma tornou-se devota do Venerável Gabriel Possenti de Nossa Senhora das Dores (agora São Gabriel). Acamada pela doença, ela leu a história de sua vida. Mais tarde ela escreveu a respeito de São Gabriel:

 

“... eu comecei a admirar as suas virtudes e seus hábitos. Minha devoção por ele crescia. À noite eu não dormia sem ter sua imagem debaixo do travesseiro e, depois disso, passei a vê-lo perto de mim. Não sei como explicar isso, mas eu sentia a sua presença. Em todos os momentos e em cada ação, o Irmão Gabriel vinha à minha mente.”

 

Gemma, agora com 20 anos, estava aparentemente em seu leito de morte. Uma novena lhe foi sugerida como a única chance de cura. Dia 23 de fevereiro de 1899, à meia-noite, ela ouviu o chocalhar de um rosário e se deu conta de que o Venerável Gabriel estava aparecendo para ela. Ele falou a Gema:

 

Queres ficar curada? Reza com fé toda noite ao Sagrado Coração de Jesus. Eu virei a ti até a novena terminar, e rezarei contigo a este Sacratíssimo Coração”.

 

Na primeira sexta-feira de março a novena terminava. A graça tinha sido concedida; Gemma estava curada. Quando ela levantou-se, os que estavam à sua volta choraram de alegria. Sim, um milagre havia acontecido!

 

SOFRE COM CRISTO

Gemma, agora em perfeita saúde, tinha sempre desejado tornar-se freira, mas isto não devia acontecer. Deus tinha outros planos para ela.

 

A 8 de junho de 1899, depois de receber a comunhão, Nosso Senhor deu a conhecer a Sua serva que Ele lhe daria uma graça muito grande.

 

Gemma voltou para casa e rezou. Ela entrou em êxtase e sentiu um grande remorso por seus pecados. A Mãe Santíssima, de quem Santa Gemma era extremamente devota, apareceu-lhe e disse:

 

“Meu filho Jesus te ama sem medida e deseja dar-te uma graça. Eu serei uma mãe para ti. Serás uma verdadeira filha?” A Santíssima Virgem abriu então o seu manto e cobriu Gema com ele.

 

Eis como Santa Gemma relata como ela recebeu os estigmas:

 

“Naquele momento, Jesus apareceu com todas as suas chagas abertas, mas daquelas chagas não mais saía sangue, mas chamas de fogo. Num instante aquelas chamas vieram tocar minhas mãos, meus pés e meu coração. Senti como se estivesse morrendo, e eu teria caído no chão, se minha Mãe não me tivesse segurado, enquanto todo esse tempo eu permanecia sob o seu manto. Tive de ficar várias horas naquela posição. Finalmente ela beijou minha testa, tudo desapareceu e eu me vi de joelhos. Mas eu ainda sentia uma forte dor nas minhas mãos, pés e coração. Levantei para ir para a cama, e percebi que saía sangue dessas partes onde sentia dor. Cobri-as o melhor que pude, e, ajudada então pelo meu Anjo, pude ir para a cama...”

 

Muitas pessoas, incluindo respeitosos membros da Igreja, testemunharam este milagre dos estigmas, que se repetiu praticamente até o fim da vida de Santa Gemma. Uma testemunha ocular afirmou:

 

“Saía sangue dos ferimentos dela (St. Gemma) abundantemente. Quando ela estava de pé, ele caía no chão, e quando ela estava na cama, ele não apenas molhava os lençóis, mas encharcava o colchão todo. Eu medi alguns desses fluxos ou poças de sangue, e tinham entre cinqüenta e sessenta centímetros de comprimento e aproximadamente cinco centímetros de largura”.

 

Como São Francisco de Assis e recentemente Padre Pio, Gemma pode dizer também: Nemo mihi molestus sit. Ego enim stigmata Domini Jesu in corpore meo porto: Que ninguém me faça mal, pois eu levo as marcas do Senhor Jesus no meu corpo.

 

VIDA DE ORAÇÃO

 

Com 21 anos, Gemma foi acolhida por uma generosa família italiana, os Giannini. A família tinha já 11 filhos, mas estava feliz em receber esta jovem e piedosa órfã em sua casa. A mãe da família, a Senhora Giustina Giannini, diria mais tarde sobre Gemma: “Posso jurar que, durante os 3 anos e 8 meses em que Gema esteve conosco, eu nunca soube do menor problema em nossa família que fosse provocado por ela e nunca vi nela o menor defeito. Repito, nem o menor problema, nem o menor defeito”.

 

PADRE GERMANO SEU DIRETOR ESPIRITUAL

 

Santa Gemma ajudava diligentemente com as tarefas da grande casa. Ela também tinha tempo para rezar, o que era a sua atividade favorita. Pela Providência, ela obteve como diretor espiritual o Passionista Pe. Germano, C.P., a quem ela era totalmente obediente.

 

Pe. Germano, um teólogo eminente no tocante à oração mística, percebeu que Gemma tinha uma profunda vida de oração e conseqüente união a Deus. Ele estava convencido de que esta “Jóia de Cristo” tinha passado por todos os nove clássicos estágios da vida interior.

 

Gemma assistia à Missa duas vezes por dia, recebendo a comunhão uma vez. Ela rezava o rosário com fé, e à noite, com a Senhora Giannini, ia às Vésperas. Com todos os seus exercícios espirituais, Gemma nem mesmo uma vez negligenciou suas obrigações domésticas diárias na casa Giannini.

 

No ano 1901, com 23 anos, Gemma escreve por ordem de Padre Germano, a Autobiografia, "O quaderno dos meus pecados".

 

O ANJO DA GUARDA

O Anjo da Guarda de Gemma aparecia freqüentemente para ela. Eles tinham uma conversa da mesma maneira que alguém conversa com o seu melhor amigo. A pureza e inocência de Gemma devem ter trazido este Glorioso Anjo do céu para o seu lado.

 

Ela via seu anjo às vezes em adoração à soberana Majestade; outras, estendendo suas mãos sobre ela em sinal de proteção; no ato de defendê-la contra os ataques do demônio; ajoelhado junto a ela, sugerindo os pontos de meditação; ou simplesmente sentado a seu lado, dando-lhe bons conselhos. As vezes este com suas asas abertas ou ajoelhado ao lado dela - recitavam orações ou salmos alternadamente. Quando meditavam a Paixão de Nosso Senhor, o seu Anjo inspirava-lhe as mais sublimes reflexões neste mistério.

 

Seu Anjo da Guarda uma vez falou-lhe sobre as Agonias de Cristo:

 

“Olha para o que Jesus sofreu pelo homem. Considera uma por uma estas Chagas. É o Amor que abriu-as todas. Vê como execrável (horrível) é o pecado, já que para expiá-lo, tanta dor e tanto amor foram necessários”.

 

Nosso Senhor queria dela um desapego total de todas as coisas. Certa vez em que deveria ir ao palácio arquiepiscopal para receber a medalha de ouro que merecera no curso catequético, a tia quis vesti-la melhor. Gemma até consentiu em levar ao pescoço uma correntinha com uma cruz e um relógio de ouro, lembrança de sua mãe. Quando voltou para casa e ia mudar de roupa, viu a seu lado o Anjo da Guarda, que a olhava com ar severo:

 

— Lembra-te, de que não devem ser outros; mas sim os espinhos e a cruz as jóias que adornarão a esposa de um Rei crucificado.

 

Gemma atirou para longe de si aqueles adornos, e prosternando-se no solo, em lágrimas, tomou a seguinte resolução:

 

“ Por amor a Jesus e para agradar só a Ele, proponho-me nunca levar objetos de vaidade, nem sequer falar deles”.

 

E afirma em sua Autobiografia:

 

“Desde aquele dia não voltei a possuir nenhuma dessas coisas”. Era a fidelidade total à via para a qual Deus a chamava.

 

Outro dia, anota em seu diário:

 

“O Anjo da Guarda, que se mostra bastante severo em repreender-me, me disse:

 

Minha filha, lembra-te de que cada vez que faltas à obediência cometes um pecado. Por que és tão remissa em obedecer ao confessor? Lembra-te de que não há caminho mais curto e seguro para chegar ao Céu que o da obediência.

 

O confessor lhe havia mandado escrever as graças espirituais que tinha recebido, e em sua humildade ela tinha muito escrúpulo em fazê-lo.

 

Assim, mesmo as ligeiras negligências de Gemma no serviço divino encontravam no Anjo da Guarda um censor rigoroso. Este desaparecia por algum tempo ou lhe mostrava o aspecto severo, negava-se a dirigir-lhe a palavra ou mesmo dirigia-lhe duras admoestações, chegando às vezes a impor-lhe algum castigo.

 

Também lhe dizia o que ela deveria fazer para o progresso espiritual.

 

Por exemplo:

 

Se colocou perto de mim e me dizia carinhosamente:

 

"Oh filha, mas não sabes que tu deves ser em tudo conforme a vida de Jesus? Ele padeceu tanto por ti e tu não sabes que em todas as ocasiões deves padecer por Ele? Além disso, porque desagradas Jesus todos os dias deixando de meditar a Paixão?".

 

Era verdade, reconhece ela. Lembrou-se de que a meditação sobre a Paixão, não a fazia senão às quintas e sextas-feiras.

 

“Deves fazê-la todos os dias, não te esqueças”.

 

No final me dizia:

 

"Coragem, coragem! Este mundo não é um lugar de repouso: o repouso será depois da morte; agora tu deves padecer e padecer por qualquer coisa, para impedir á alguma alma a morte eterna".

 

O supliquei tanto que dissesse a minha Mãe que viesse a mim porque tinha tantas coisas a dizê-la; disse-me que sim. Esta noite porém não veio.

 

Ele também a incentivava no caminho da virtude:

 

“É pela excelsa perfeição de tua virgindade que Jesus te concede tantas graças”.

 

Com efeito, ela era de uma pureza Angélica. Nas várias intervenções cirúrgicas a que teve de submeter-se, era tal o seu recato, que chamava a atenção dos médicos. Uns a tomavam por santa, e os ímpios a consideravam “fanática”.

 

Gemma nunca saía só à rua. Quando não tinha alguém da família para sair com ela, o seu Anjo da Guarda se oferecia para ser seu visível companheiro. Tinha tanta familiaridade com ele, que chegava mesmo a pedir-lhe para levar a correspondência ao seu diretor espiritual e trazer a que ele tinha para si.

A DEVOÇÃO À MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS

 

Sua devoção a Nossa Senhora, como já dissemos, era terna e filial.

 

A Mãe de Jesus aparecia-lhe aos sábados, geralmente como Mãe Dolorosa, e lhe comunicava algum detalhe da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Outras vezes lhe aparecia com o Menino Jesus, entregando-O para que ela o cobrisse de carícias.

 

Quando Gemma se via atolada naquilo que julgava o abismo de seus pecados, e não tinha ânimo de dirigir-se diretamente a Nosso Senhor, recorria à Medianeira de todas as graças:

 

“Minha mãe, tenho medo de ir em busca de Jesus sem Vós, porque, se bem que misericordioso, sei que cometi muitos pecados, e sei também que Jesus é justo no castigo. Peço-vos uma coisa grande, não é verdade, minha Mãe? Mas que hei de fazer, se o que perdi por meus pecados não o acho senão por vossa mediação? Ademais, pouco é o que vos peço em relação ao muito que podeis fazer por mim”.

 

MORTE HERÓICA

Em 1902 Gemma, em boa saúde desde a sua cura milagrosa, ofereceu-se a Deus como vítima pela salvação das almas. Jesus aceitou a sua oferta. A partir de setembro ela então ficou extremamente doente e sua vida é marcada profundamente da dor. Começa o período mais escuro da sua vida. As conseqüências do pecado caem pesadamente sobre o seu corpo e sua alma.

 

Seu estômago não suportava nenhum tipo de comida. Apesar de ter recuperado sua saúde rapidamente, pela Providência Divina, ela adoeceu novamente. Em 21 de setembro de 1902 ela começou a expelir sangue com as violentas palpitações de amor de seu coração. Enquanto isso ela passava por um martírio espiritual, pois ela experimentava aridez e nenhum consolo em seus exercícios espirituais. Além disso, seu inimigo, o demônio, multiplicava seus ataques contra a jovem “Virgem de Lucca”.

 

O Inimigo reforçava sua guerra contra Gemma, pois ele sabia que o fim estava próximo. Ele esforçava-se para persuadi-la de que ela tinha sido totalmente abandonada por Deus. Usava suas diabólicas aparições e até mesmo violência física, batendo no frágil corpo de Gemma.

 

Uma testemunha ocular que cuidava de Gemma disse :

 

“Aquela besta abominável vai ser o fim da nossa querida Gemma - golpes atordoantes, formas de animais ferozes etc. - eu a deixei com lágrimas nos olhos porque o demônio a está esgotando.”

 

Gemma clamava incessantemente os nomes Santos de Jesus e Maria, mas a batalha continuava. O seu Diretor Espiritual, o Venerável Germano, vendo o esforço final de Gemma, disse :

 

“A pobre sofredora passou dias, semanas e meses desse modo, dando-nos um exemplo de paciência heróica e razões para um medo saudável pelo que pode acontecer conosco, que não temos os méritos de Gemma, na terrível hora da morte”.

 

Ainda assim, mesmo passando por essas provações, Gemma nunca se queixou, ela apenas rezava. Gemma estava no fim. Ela era praticamente um esqueleto vivo, mas ainda linda, apesar da devastação da doença. Ela recebeu o “Viático”.

 

Em suas últimas palavras, disse: “Eu não procuro mais nada; sacrifiquei tudo e todos a Deus; agora eu me preparo para morrer”. Ela falava com dificuldade. “Agora é mesmo verdade que não me resta mais nada, Jesus. Eu recomendo a minha pobre alma a Ti... Jesus !”

 

Gemma então sorriu um sorriso celestial e deixando pender a cabeça para um lado, deixou de viver.

 

Uma das irmãs presente na hora da morte vestiu o corpo de Gemma com o hábito dos Passionistas, que era a ordem à qual Gemma sempre aspirou.

 

No dia 11 de abril de 1903, sábado santo, às 13h45, com a idade de 25 anos e um mês, Gemma Galgani partiu para junto de Jesus - a água cristalina que jorra até a vida eterna. Na terra, permanecem seus despojos; no céu, contempla a luz divina por que tanto ansiara: "Parece que vi como que três Pessoas envolvidas numa luz intensa" (Cartas).

No dia seguinte, seu corpo foi depositado em um sepulcro escavado na terra virgem. Sua via-sacra termina, como a de Jesus, em um "sepulcro novo". Bem longe, na distância linda do nosso imaginário cristão, ouvem-se os sinos do Domingo de Pácoa: "Este é o dia que o Senhor fez!", Gemma está com Jesus no céu! Glória! Aleluia!

O coração de Santa Gemma Galgani conservou-se durante muito tempo em um lindo relicário, na Casa Geral dos Missionários Passionistas, em Roma. Hoje está localizado no famoso e concorrido Santuário de Santa Gemma, em Madri, aos cuidados dos missionários passionistas, sendo objeto de grande devoção por parte de milhares de féis.

No dia 28 de abril de 1920, o papa Bento XV assina o decreto que introduz "oficialmente" a causa de beatificação e canonização. EM 29 de novembro de 1931, após minuciosao estudo acerca da vida, dos escritos e dos milagres de Gemma, o papa Pio XI assina o decreto de Declaração da heroicidade das suas virtudes.

No dia 14 de maio de 1933, o papa Pio XI procede à beatificação da jovem heroína. Esse acontecimento coincide com a celebração do Ano Santo da Redenção, em cujo contexto Gemma Galgani aparece diante do mundo como fruto glorioso do sangue redentor de Cristo. Finalmente, no dia 2 de maio de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, o papa Pio XII canoniza aquela que será a primeira santa do século XX.

Santa_Gemma_cruxifixo

Crucifixo de Santa Gemma Galgani. Ela rezava muito diante desta imagem de Jesus, que muitas vezes, se dignava a falar com ela ensinando-lhe muitas coisas.

 

 

Santa_Gemma_diario

 Páginas do Diário de Santa Gemma, que foram queimadas e enegrecidas pelas garras do demônio e pelo fogo do inferno quando este se apoderou delas, levando-as consigo, para que não fossem difundidas as pessoas o que Jesus lhe dizia. Somente com os exorcimos feitos pelo seu diretor espiritual, Padre Germano, que obrigou o demônio a devolvê-lo, é que Santa Gemma pode recuperá-los.

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Santa Gemma foi canonizada num dia 02 de maio, mesmo dia que a Virgem escolheu, para se manifestar no Amazonas. Nossa Senhora a escolheu como protetora do seu grupo de jovens da qual Edson coordena.

 

ORAÇÃO À SANTA GEMMA GALGANI


Ó Santa Gemma, quão piedoso era o vosso amor pelos pobres e miseráveis, quão grande o vosso zelo para ajudá-los! Vinde também em meu socorro, nas minhas necessidades mais atuais, e obtende-me a graça... Se isso for proveitoso para minha alma. Os numerosos milagres, as maravilhosas graças atribuídas a vossa intercessão infundem em mim a confiança de que vós podereis ajudar-me. Rogai a Jesus, o vosso Esposo Celeste, por mim: mostrai-lhe os vossos estigmas que o Seu Amor vos concedeu, recordai-lhe o sangue que deles derramavas; os sofrimentos que suportastes e as lágrimas que derramastes pela salvação das almas; colocai todos esses vossos tesouros preciosos dentro de um cálice de amor e Jesus ouvirá a vós. Amém!

 

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória

 

 (Oração composta por Santa Gemma)

Eis-me aqui aos vossos santíssimos pés, oh meu querido Jesus! Manifestar-Vos-ei a cada momento o meu reconhecimentos e a minha gratidão por tantos e tão contínuos favores, que tendes feito, e que quereis ainda fazer-me. Quantas vezes Vos tenho invocado, oh Jesus! Tendes-me sempre contentado; recorri muitas vezes a Vós e sempre me consolastes. Como exprimir-me para convosco, oh meu caríssimo Jesus?! Eu Vos agradeço. Mas outra graça vos peço, ( concede-me que ... ) oh meu Deus, atendei-me! Se for do Vosso agrado. Se não fosseis onipotente, não faria este pedido. Oh Jeus, tende piedade de mim. Seja feita a Vossa santíssima vontade.

 

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória

 

Santa Gemma Galgani, querida amiga e irmã, principalmente dos que amam a Jesus, dedico-te tua própria história, consagrando-me a teus cuidados e proteção. Alcançai-nos de Deus que meditemos freqüentemente com grande amor na Paixão e Morte de Jesus Cristo: que tenhamos enorme confiança na proteção de nossa Mãe Celestial e que ofereçamos todos nossos sofrimentos pela salvação das almas e conversão dos pecadores.

Intercedei junto a Deus por mim e por todos os que me são caros, por aqueles que se encontram afastados da fé e por aqueles que tanto almejam a santidade. Ofereço em união aos teus sofrimentos, os meus sofrimentos, para que perdoada (o) eu seja de minhas faltas e que no momento de minha morte me encontre plenamente preparada (o) para viver a celestial vida que Deus me deseja por toda a eternidade.

Louvo-a por tua vida santa, teus sofrimentos, tua beleza interior. Faz-me bela (o) como tu, Gemma Galgani, diante dos olhos santos de Nosso Senhor.Amém.

 

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória

 

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HORÁRIO DE VISITAS: das 6h às 18h é permitido  as visitas ao local das aparições de Nossa Senhora para orações.

Todas as sextas-feiras: Santa Missa às 18h, no Santuário e 01 e 02 de cada mês nos dias de peregrinações oficiais.

MISSAS DOMINICAIS NA PARÓQUIA E IGREJAS DE ITAPIRANGA

Primeiro Domingo

Sagrado Coração de Jesus às 18h;

Nossa Senhora de Nazaré às 19h30;

 

Segundo Domingo

São José às 08h;

Santa Luzia às  18h;

 

Terceiro Domingo

Santo Antônio às  08h;

Santa Rita às  18h;

Nossa Senhora de Nazaré às 19h30;

 

Quarto Domingo

Santa Clara às 08h;

Santa Ana às 18h;

Nossa Senhora de Nazaré às 19h30;

 

 

No caso de sacerdotes terem a necessidade de celebrar a Santa Missa, a administração do Santuário deve ser previamente avisada, para as devidas providências:

ARRPI(92) 3343-9540 / 99324-5792.

 

email: arrpi@yahoo.com.br  

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HORÁRIO DE ATENDIMENTO DA ADMINISTRAÇÃO: das 8h às 17h.

É proibido a entrada de homens, mulheres e jovens com camisetas, bermudas, shorts, roupas de banho, curtas, decotadas, transparentes e minisaias. O Santuário é a casa de Deus, um local de oração, de silêncio e de respeito, não um local de passeio. Pedimos aos visitantes que tenham respeito, pudor e modéstia ao visitarem os locais onde a Santíssima Virgem apareceu com seu Divino Filho Jesus e São José.

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